A CONTA DE CULTURA DA AVELÃ – UMA OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO

PRODUÇÕES, CUSTOS E RENTABILIDADES

O interesse crescente pelos frutos secos é uma realidade incontornável nos dias de hoje, em todo o mundo e principalmente em Países Mediterrâneos como PORTUGAL. Em conjunto com a já instalada cultura da amêndoa, um pouco por todo o pais, assiste-se agora à introdução de um novo conceito, a aveleira, cultura tradicionalmente plantada até aqui em modelos tradicionais.

Com esta nova proposta de modelo agronómico, a AGROMILLORA baseou-se na experiência em outros cultivos que já intensificou, como o caso do olival e amendoal, de que foi pioneira há 25 anos atrás, para apresentar uma solução viável, mostrando também uma forma de diversificar os investimentos agrícolas mantendo modelos agronómicos de alto valor acrescentado.

Pretende-se uma entrada em produção mais rápida, uma fácil mecanização e uma redução de custos de produção, mantendo uma elevada produtividade. Esta transição para árvores mais pequenas iniciou-se à mais de uma década, nos Estados Unidos (Oregon) e no Chile, onde gradualmente se transitou para plantações, com compassos mais estreitos (5×3 a 4×2). Foram estas experiências que levaram até a primeira plantação de aveleira, em sebe, na Europa, na mítica finca La Porxina (Espanha – 2013) de onde nasceu, anos antes, outra revolução agronómica, o amendoal em sebe.

É este o modelo desenvolvido pela AGROMILLORA e que já veio a despertar o interesse das principais indústrias de chocolate, nomeadamente junto da Ferrero Rocher.

Foi recentemente instalado no campo de ensaio de Aveleiras na AGROGLOBAL em Valada do Ribatejo. Com o apoio técnico da HIDRO-IBÉRICA, este familiar campo de ensaio está a tornar-se uma referência nacional e internacional, atendendo à credibilidade e rigor técnico que apresentam os ensaios que lhe são propostos.

A eficiência produtiva da cultura de regadio da Avelã, os custos associados à mesma e o seu preço de venda determinam a rentabilidade da exploração.

O custo de instalação (Investimento Inicial) em explorações modernas e bem desenhadas, com um compasso que pode variar entre o 5 X 3 e o 4 X 2, situa-se ente 6.000eur/ha e 8.000 eur/ha.

Como se pode constatar nos mapas, com um compasso de 4×2, o Investimento Inicial ronda os 8.000 eur/ha, incluindo a rega. Se considerarmos um preço médio de venda (baseado nos Projectos da Ferrero Rocher) de 2,5€/Kg de avelã e com produções médias de 2.000-2.500 kg/ha, com custos anuais da ordem dos 1.400 eur/ha, obtemos um (após pago o investimento inicial) um resultado liquido anual da ordem dos 3.500 eur/ha a 4. 500 eur/ha.

O sucesso do Projeto vai depender de vários fatores, nomeadamente, da qualidade do material vegetal clonal, que permita uma precoce e homogénea entrada em produção e de um contrato com um comprador estável ao longo da vida útil do projeto.

O MODELO

O modelo instalado nos campos de Valada do Ribatejo considerou um compasso de 4×2 (1.250 plantas/ha), com plantas autoenraizadas, sem porta-enxerto, tendo como variedade principal Tonda di Giffoni 80% e como polinizadores Tonda Gentile Romana e Barcelona. São variedades que produzem avelã com características organoléticas excelentes, com sabor intenso e muito procurado pela indústria do chocolate, nomeadamente pela Ferrero Rocher.

A PREPARAÇÃO DE SOLO

Como acontece na instalação de outras culturas lenhosas, torna-se fundamental uma boa preparação do solo, eliminando vestígios de cultivos anteriores como raízes, pedras, etc. Em solos compactos e pouco arejados recomenda-se a passagem de um subsolador, seguido de uma gradagem. Em solos como estes recomendamos a realização de camalhões para evitar problemas de drenagem e evitando assim problemas de asfixia radicular, entre outros.

A DISPOSIÇÃO DE VARIEDADES EM CAMPO

A distribuição da variedade principal assim como dos polinizadores deve ser realizada da seguinte forma:
1 fila (Pólen A) + 3 filas Variedade Principal + 1 fila (Pólen B)
Com esta distribuição procurámos melhorar a eficiência da polinização e recorrendo a dois polinizadores, ampliou-se a janela de oportunidade em relação a polinização e a melhorar o rendimento da exploração.

A PLANTAÇÃO

A Plantação deve ser feita à mão ou à máquina, a uma profundidade de 10 -12cm, o sistema radicular deverá ser enterrado a cerca de 3 – 4 cm. Enterrar a planta a maiores profundidades pode gerar problemas sanitários tais como problemas de anilhamento, podridão do tronco ou phythora.

A REGA

A aveleira é uma cultura pouco resistente ao stress hídrico e apresenta uma baixa capacidade de regulação estomática pelo que deverá ter-se especial atenção a estes fatores. O sistema de rega mais usado é a gota-a-gota e o débito anual de água devem rondar os 2500-3.500 m3/ ha, repartidos entre Abril e Setembro

Os Pomares instalados pela HIDRO-IBÉRICA enquadram-se num “Serviço Chave na Mão” que consiste em dimensionar e executar o projeto, mobilizações de solo e fornecimento e plantação do Amendoal de Sequeiro em Sebe.

Por outras palavras, o Serviço “Chave na Mão” executado pela HIDRO-IBÉRICA é um serviço completo que cumpre as seguintes fases:

- Estudo pormenorizado das condições agronómicas e climatéricas do local de instalação (orientação, desnível, insolação, disponibilidade hídrica, etc.);
- Elaboração de Projeto (desenho da plantação);
- Escolha das variedades que melhor se adaptam ao local, em parceria com a AGROMILLORA;
- Plantação recorrendo com máquinas específicas para o efeito;
- Assistência Técnica e Serviços de Acompanhamento Agrícola

Estamos perante uma nova oportunidade de negócio recorrendo a uma cultura permanente, altamente viável economicamente, onde a eficiência na utilização da água, dos tratamentos fitossanitários, dos adubos, das podas e colheitas (mecanizadas) e da mão de obra são notórios. Também por este motivo, o novo sistema de cultivo de Aveleiras em Sebe poderá ser adaptável para a produção biológica.

Engº Alexandre Castilho (HIDRO-IBÉRICA) e Engº Pedro Foles (AGROMILLORA)


notícia extraída na integra de www.agroportal.pt

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