O FUTURO DA AGRICULTURA PASSA POR REGAR COM DADOS
#12 BLOG HIDROIBÉRICA
Durante gerações, a decisão de quando regar esteve muito dependente da experiência do agricultor.
Essa experiência continua a ser fundamental.
Mas hoje existe uma nova ferramenta que pode ajudar a tomar melhores decisões: os dados.
Humidade do solo, temperatura, evapotranspiração, previsão meteorológica, caudal, pressão, consumo de água e consumo energético são informações que podem ser utilizadas para melhorar a gestão da rega.
Da experiência para a decisão baseada em dados
Imagine saber, antes de ligar a rega, qual é a humidade do solo, qual a previsão meteorológica para as próximas 24 horas e quanta água a cultura realmente necessita.
É esta a lógica da agricultura de precisão.
Não significa substituir o agricultor.
Significa dar-lhe mais informação para tomar melhores decisões.
Sensores: os olhos no terreno
Os sensores de humidade permitem acompanhar a evolução da água disponível no solo.
Quando combinados com estações meteorológicas e informação agronómica, podem ajudar a determinar quando regar e durante quanto tempo.
O resultado esperado é uma gestão mais rigorosa da água, evitando tanto a falta como o excesso.
E a inteligência artificial?
A evolução tecnológica está a levar esta lógica ainda mais longe.
Sistemas de apoio à decisão podem cruzar grandes quantidades de informação — clima, solo, cultura, rega, energia e histórico da exploração — para identificar padrões e apoiar decisões.
Na Hidro-Ibérica, acreditamos que esta combinação entre agronomia, hidráulica, automação, energia e dados será cada vez mais importante para a agricultura portuguesa.
A empresa tem vindo, aliás, a investir em investigação e desenvolvimento de soluções que procuram integrar rega inteligente, energia fotovoltaica e informação agronómica.
O agricultor continuará a ser indispensável
Por mais tecnologia que exista, há uma coisa que nenhum sensor consegue substituir completamente: o conhecimento de quem trabalha a terra.
O agricultor conhece a parcela, conhece a cultura e percebe sinais que muitas vezes não aparecem num ecrã.
A tecnologia deve estar ao seu serviço — e não o contrário.
O verdadeiro futuro da rega não será, portanto, uma agricultura sem pessoas.
Será uma agricultura onde a experiência do agricultor se junta à ciência, à tecnologia e aos dados.
E talvez seja esta a melhor definição de agricultura inteligente: usar mais conhecimento para utilizar melhor os recursos.
Alexandre Castilho, Engº Agrónomo
CEO da Hidro-Ibérica
Foto: Chatgpt
#HidroIberica #AgriculturaDePrecisão #RegaInteligente #IAnaAgricultura #Regadio #AgriculturaSustentável #Inovação