REGA AGRÍCOLA: COMO SABER SE O SEU SISTEMA ESTÁ REALMENTE A SER EFICIENTE?
#13 BLOG HIDROIBÉRICA
A água é um dos factores mais importantes para o sucesso de uma exploração agrícola. Mas ter um sistema de rega instalado não significa, por si só, estar a regar bem.
Uma rega eficiente começa muito antes de abrir uma válvula ou ligar uma bomba. É necessário conhecer o solo, a cultura, a disponibilidade de água, as necessidades hídricas das plantas e o próprio funcionamento da instalação.
A água está a chegar onde é necessária?
Um dos primeiros sinais de um sistema de rega pouco eficiente é a existência de diferenças significativas entre plantas ou zonas da parcela.
Num sistema gota-a-gota, por exemplo, é importante verificar o estado dos gotejadores, a pressão ao longo das linhas, a filtragem e a uniformidade de distribuição. Num sistema de aspersão ou pivot, devem ser analisados o dimensionamento, a pressão de funcionamento e a distribuição da água.
Uma rega eficiente deve distribuir a água de forma tão uniforme quanto possível.
Regar mais não significa produzir mais
É uma ideia que ainda encontramos frequentemente no campo: quando a cultura apresenta sinais de stress, aumenta-se simplesmente o tempo de rega.
Nem sempre é a solução.
O excesso de água pode provocar perdas por drenagem, problemas radiculares, maior consumo energético e até afectar a qualidade da produção. Por outro lado, uma dotação insuficiente pode limitar o crescimento e a produtividade.
O objectivo deve ser simples: aplicar a quantidade de água necessária, no momento adequado e no local certo.
Água e energia estão ligadas
Quando falamos de eficiência da rega, não podemos esquecer a energia.
Bombear água exige energia. Quanto maior a quantidade de água desperdiçada, maior será também, muitas vezes, o custo energético associado.
Por isso, uma análise correcta deve olhar para o sistema como um todo: captação, bombagem, filtragem, tubagem, pressão, distribuição, automação e necessidades da cultura.
O que pode fazer o agricultor?
Uma avaliação periódica do sistema pode identificar oportunidades de melhoria relativamente simples: limpeza e manutenção de filtros, substituição de gotejadores, correcção de pressões, alteração de horários de rega, automatização ou mesmo redimensionamento de determinados componentes.
A tecnologia ajuda, mas a experiência de campo continua a ser fundamental.
Na Hidro-Ibérica acreditamos que cada exploração agrícola é diferente. Por isso, antes de recomendar uma solução, é importante perceber o terreno, a cultura e os objectivos do agricultor.
Porque, no final, eficiência não é simplesmente gastar menos água.
É produzir melhor, utilizando melhor cada gota.
Alexandre Castilho, Engº Agrónomo
CEO da Hidro-Ibérica
Foto: Chatgpt
#HidroIberica #RegaAgricola #Regadio #PoupancaDeAgua #Agricultura #GotaAGota #EficiênciaHídrica